segunda-feira, 4 de julho de 2011

E mais uma vez Last Dance


Acordei com desejo de Donna Summer. Isso é normal. Todo dia eu preciso alimentar essa vontade louca de ouvir a potência da voz da rainha da Disco Music. Não há nada melhor para aquietar meu dia. Aquietar é praticamente oposto do que a Donna Summer faz, mas de manhã cedinho, antes de sair de casa, Last Dance ecoa pelas ruas, me chamando a participar da festa, daquela festa que começou no final da década de 1960 e se alastrou pelos anos, sem perder a essência, a excelência. Parei para me apaixonar por essa voz, especificamente, quando vi o show Live & More Encore, da VH1, gravado em 1999. Vi esse show no final do ano passado e me apaixonei. Apesar de conhecer Donna Summer desde 2001, nunca tinha parado para interpretar a potência dela, nunca tinha experimentado a sensação de Last Dance. Os shows da VH1 quase sempre me agradam muito, eu adoro a estruturação do espetáculo que eles fazem. Ainda sou adepta ao palco pequeno, nada contra as megaproduções, mas é a questão que sempre me inquieta ao ver um show com tanta coisa maravilhosa no palco, é que você já não sabe pra onde olhar, a coisa perde o sentido, não sei, acho que consigo sentir mais o cantor, a pureza da música quando, simplesmente, consigo vê-lo. Gosto das bases simples, prefiro, não a toa chamo isso de essência.

Atrevo-me a dizer que foi o melhor show que já tive o prazer de assistir. O que é ela cantando MacArthur Park? Não absorvo essa música de jeito nenhum, eu simplesmente não me canso de ouvir, de me deliciar com essa canção, e não adianta, mesmo sabendo que estou vendo um DVD, quando ela terminar de cantar esse clássico de Jimmy Webb, eu vou aplaudir. É difícil descrever essa canção. É algo meio Opera Rock, algo meio Cantata, eu não sei explicar a metáfora que guia toda a letra, nem a problemática da melodia, mas tudo se conecta tão bem, tudo se encaixa perfeitamente, do macabro ao dançante, e Donna faz isso sem perder a elegância. Yeah, I salute you.

Bad Girls é outra que me faz ficar boquiaberta. É muita loucura o que essa mulher faz, e ela faz ao vivo. A música que ela escreveu para o Rod Stewart, Dim All The Lights, não ficaria tão boa com ele, como ficou com ela mostrando como ele faria. A parte que ela chama a Tina Arena é muito legal, elas cantam a clássica No More Tears (Enough is Enough), que Donna gravou junto de Barbra Streisand. A potência então se mostra mais intensa do que nunca, quando ela canta uma canção da peça Ordinary Girl, a música My Life é surpreendentemente fantástica, às vezes me pego rindo sozinha, enquanto escuto essa música. Yeah, I salute you.

Então, chega o momento em que a plateia já está extasiada, mas ainda consegue lembrar que falta alguma coisa, algo que feche esse espetáculo com chave de ouro. Então, o povo começa a gritar, em coro, pedindo em sincronia perfeita “Last Dance, Last Dance!”. Ela atende, ela canta, ela faz. Não consigo parar de sorrir. Ela simplesmente leva o público ao delírio. Todo mundo dança, canta, se diverte, se emociona, se deixa levar pelo embalo, pela voz, pela última dança. Que loucura! Ah... Aí acaba o show... Mas aí lançam o CD, o DVD, e todo mundo fica feliz. Ah, quase me esqueço, This Time I Know It’s For Real também não podia faltar nesse show.

  1. Macarthur Park
  2. This Time I Know It´s for Real
  3. I Feel Love
  4. On the Radio
  5. Someone to Watch Over Me
  6. If There Is Music There
  7. No More Tears (Enough is Enough)
  8. Riding Through the Storm
  9. Don´t Wanna Work
  10. Nobody
  11. Dim All The Lights
  12. She Works Hard For The Money
  13. Bad Girls
  14. Hot Stuff
  15. My Life
  16. Last Dance 
Podem escutar algumas dessas faixas na nossa galeria de mídia.  

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