Acordei com desejo de Donna Summer. Isso é normal. Todo dia eu preciso alimentar essa vontade louca de ouvir a potência da voz da rainha da Disco Music. Não há nada melhor para aquietar meu dia. Aquietar é praticamente oposto do que a Donna Summer faz, mas de manhã cedinho, antes de sair de casa, Last Dance ecoa pelas ruas, me chamando a participar da festa, daquela festa que começou no final da década de 1960 e se alastrou pelos anos, sem perder a essência, a excelência. Parei para me apaixonar por essa voz, especificamente, quando vi o show Live & More Encore, da VH1, gravado em 1999. Vi esse show no final do ano passado e me apaixonei. Apesar de conhecer Donna Summer desde 2001, nunca tinha parado para interpretar a potência dela, nunca tinha experimentado a sensação de Last Dance. Os shows da VH1 quase sempre me agradam muito, eu adoro a estruturação do espetáculo que eles fazem. Ainda sou adepta ao palco pequeno, nada contra as megaproduções, mas é a questão que sempre me inquieta ao ver um show com tanta coisa maravilhosa no palco, é que você já não sabe pra onde olhar, a coisa perde o sentido, não sei, acho que consigo sentir mais o cantor, a pureza da música quando, simplesmente, consigo vê-lo. Gosto das bases simples, prefiro, não a toa chamo isso de essência.
Atrevo-me a dizer que foi o melhor show que já tive o prazer de assistir. O que é ela cantando MacArthur Park? Não absorvo essa música de jeito nenhum, eu simplesmente não me canso de ouvir, de me deliciar com essa canção, e não adianta, mesmo sabendo que estou vendo um DVD, quando ela terminar de cantar esse clássico de Jimmy Webb, eu vou aplaudir. É difícil descrever essa canção. É algo meio Opera Rock, algo meio Cantata, eu não sei explicar a metáfora que guia toda a letra, nem a problemática da melodia, mas tudo se conecta tão bem, tudo se encaixa perfeitamente, do macabro ao dançante, e Donna faz isso sem perder a elegância. Yeah, I salute you.
Bad Girls é outra que me faz ficar boquiaberta. É muita loucura o que essa mulher faz, e ela faz ao vivo. A música que ela escreveu para o Rod Stewart, Dim All The Lights, não ficaria tão boa com ele, como ficou com ela mostrando como ele faria. A parte que ela chama a Tina Arena é muito legal, elas cantam a clássica No More Tears (Enough is Enough), que Donna gravou junto de Barbra Streisand. A potência então se mostra mais intensa do que nunca, quando ela canta uma canção da peça Ordinary Girl, a música My Life é surpreendentemente fantástica, às vezes me pego rindo sozinha, enquanto escuto essa música. Yeah, I salute you.
Então, chega o momento em que a plateia já está extasiada, mas ainda consegue lembrar que falta alguma coisa, algo que feche esse espetáculo com chave de ouro. Então, o povo começa a gritar, em coro, pedindo em sincronia perfeita “Last Dance, Last Dance!”. Ela atende, ela canta, ela faz. Não consigo parar de sorrir. Ela simplesmente leva o público ao delírio. Todo mundo dança, canta, se diverte, se emociona, se deixa levar pelo embalo, pela voz, pela última dança. Que loucura! Ah... Aí acaba o show... Mas aí lançam o CD, o DVD, e todo mundo fica feliz. Ah, quase me esqueço, This Time I Know It’s For Real também não podia faltar nesse show.
- Macarthur Park
- This Time I Know It´s for Real
- I Feel Love
- On the Radio
- Someone to Watch Over Me
- If There Is Music There
- No More Tears (Enough is Enough)
- Riding Through the Storm
- Don´t Wanna Work
- Nobody
- Dim All The Lights
- She Works Hard For The Money
- Bad Girls
- Hot Stuff
- My Life
- Last Dance

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